Notícias em 20-10-2009 22:40
Pequenas Histórias

Prezados internautas,

A presente página não poderia ser melhor iniciada (nesse caso, apresentada), sem a pena de Assuero Cardoso Barbosa, que me presenteou com Relicário: uma das mais gratas e emocionantes homenagens que já recebi nessa vida.
E por falar em vida, passados mais de trinta anos de idade e quinze de profissão, está na hora de dividir com as pessoas algumas de minhas experiências. É fato, que agindo assim, ficamos mais expostos ainda e essa exposição requer ter coro grosso para as críticas e as invejas. Que elas venham, mas jamais ferirão o próposito de mais esse veículo de propagação de idéias via rede mundial de computadores: dividir para conquistar.
Não se trata de um preceito de guerra ou algo do tipo.Trata-se de sentir necessidade de contribuir com a formação de diversos jovens que escolhem a carreira do magistério e acadêmica. Nossos sonhos, anseios e ideais, somados a nossos fracassos e deficiências, poderão de alguma forma ancorar suas vidas e ajudá-los a perseguir seus próprios sonhos e caminhos.
Até porque, no fundo, no fundo, todos nós, amados ou não, realizados ou não, queremos, infinitamente uma única coisa: sermos felizes.
De algum modo essa pretensa felicidade existe, e cheguei a conclusão que ela está em algum lugar do lodo de nossa alma. E talvez esteja mais perto de você do que você seja capaz de imaginar.

Saudações lagartenses e cordiais a todos.

Sejam Bem-vindos a esse memorial de cacos, pedras e história. Pequenas histórias, sobretudo carregadas de muita vida.

Claudefranklin Monteiro



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Notícias em 18-10-2009 18:52
RELICÁRIO



Vai, menino, catar relíquias
Nos depósitos da ignorância humana,
Vai erguer nas pedras
Monumentos sobre cada passo dos homens,
Vai perpetuar as histórias de Trancoso
Para que o mundo não extinga as fantasias,
Vai regar as árvores genealógicas
Que a estupidez decepou das almas,
Vai em busca de ti mesmo entre os outros
E sinta-se espelho quando encarar sonhos,
Vai suando por este caminho persistente
Resistindo à indiferença dos mal amados,
Vai e carrega contigo crucifixos
Fixados no teu coração de sangue e aço,
Vai e encrava a cidade de crença e louvor
Como a fé do rosário pendurado no teu pulso,
Vai e abra a garganta com a mesma força
Do escapulário pendurado em teu pescoço
Vai e ama esta cidade enlamaçada de política
Onde passa o mesmo córrego da grandeza do teu povo,
Vai jurar para a sua mãe de olhos abertos
O quanto eles o acalantam enquanto dormes,
Vai, menino, fale com teu pai neste sono
E conte-lhe dos passarinhos que ficaram nas lembranças,
Vai, menino, compactue seu celibato virginal

Assuero Cardoso Barbosa



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 Professor, Mestre em educação, historiador e escritor lagartense.
Professor do Departamento de História da UFS.
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